segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Merecimento

Merecimento
Com frequência aparecem anúncios publicitários, a oferecer vantagens e inevitavelmente aparece o chavão, “PORQUE EU MEREÇO”.
O merecimento banalizou-se de tal forma, que atitudes extraordinárias deixaram de ter merecimento, ao passo que qualquer pessoa que nunca fez nada de extraordinário merece ser bela, ser tratada com todo o carinho, ser (pintada, cromada e polida) e viver eternamente em ocioso repouso, e exaltada em capas de revistas de conteúdo duvidoso ou mesmo de jornais aparentemente sérios.
O merecimento deixou de ser apanágio de pessoas que para além do cumprimento dos seus deveres cívicos morais ou religiosos, se entrega ao bem comum nas mais diversas áreas.
Hoje em qualquer lado tropeçamos com os slogans, Você merece, Nós merecemos, qualquer coisa que é fruto da banalidade das atitudes mais mesquinhas.
As atitudes caritativas, altruístas e de amor pelos outros perdeu o direito ao merecimento. Este direito fica reservado a quem, casa e descasa, veste desta marca ou daquela, besunta a cara com este ou aquele creme tem alguns centímetros a mais de altura ou consegue fazer palhaçadas que sejam notícia vendável.
Triste mundo este em que vivemos, em que cada vez mais valemos menos, não pelo que somos, não o que produzimos, mas o que consumimos.
E atrás disto, vai a educação dos nossos jovens, que bem cedo vão exigindo coisas “QUE MERECEM” mesmo quando os pais se esfalfam para colocar o alimento na mesa.
Todos merecem tudo, ninguém tem obrigações.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

RELAÇÕES LABORAIS

RELAÇÕES LABORAIS

O mundo laboral está cada vez pior.
Cada vez estou mais descrente desta humanidade miserável que se move como lesmas em pântanos, que cheira mal e nos causa náuseas.
Vivemos num mundo em que o respeito pelos outros desapareceu.
A política laboral, é a de empurrar as pessoas com mais de 45 anos para que se vão embora e os que persistirem acabam por perder anos de vida com stress e desequilíbrios neurológicos.
Em contraponto, os mais novos com ligações precárias ás empresas, são pressionadas para todo o tipo de trabalhos e horários, com ameaças constantes de despedimentos, gerando entre si competição desonesta em que vale tudo.
Os atuais gestores, são os negreiros do século XXI. A escravatura mudou de face, mas nem por isso deixou de ser execrável.
Este mundo de consumismo e capitalismo selvagem onde só o lucro vale e as pessoas são meros números, vai acabar mal.
O que teria acontecido a estas mentes perversas, que não conseguem ver a armoria, o trabalho produtivo e o lucro de empresas que tratam os funcionários como preciosidades, pagam bem e ainda contribuem abundantemente para fins sociais?
E não se pense que me refiro a empresas de Marte ou de outro mundo distante.
Não, falo de empresas da nossa terra como os Cafés Delta do Comendador Rui Nabeiro, ou até de multinacionais como a IKEA, entre muitas outras.
Empresas produtivas que tratam bem os seus colaboradores.
Nunca teriam dito aos maus gestores que gente contente produz mais? Ou será que são maus e cruéis, para exaltarem o seu EGO doentio?
Um conselho para quem passa a vida a desrespeitar o próximo. Suicidem-se. Nem sabem o contributo que davam à sociedade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A NOSSA CULTURA

Onde está a nossa cultura?
Desde miúdo que me habituei a certas maneiras de nos tratarmos uns aos outros. Não era melhor nem pior que a dos outros, era a nossa maneira de ser.
Hoje inexplicavelmente vejo que estamos a sofrer uma aculturação que nada tem que ver (não a ver) connosco mas com outras culturas, nomeadamente com o Brasil.
Primeiro, foi tratar as senhoras, não por dona fulana mas por senhora fulana. Hoje todas as senhoras são senhora Maria e os homens deixaram de ser o senhor, nome de família, para passar a ser o senhor José ou o senhor Manuel.
Longe vão os tempos em que os Brasileiros diziam que os Portugueses tinham todos o nome de arvoras: snr. Pereira, Snr Castanheira, snr. Pereira, snr. Oliveira, etc. etc.
Melhor ainda, éramos o snr nome próprio, mais nome de família. Snr. Manuel Oliveira ou snr. Pedro Castanheira.
Cada povo tem a cultura que lhe é intrínseca e mal vão os tempos em que deixamos de ser nós, para sermos o que os outros nos impingem. Estou a lembrar-me do recente acordo ortográfico.
Outro dos males do nosso tempo, são a formatação em que podemos cair, quando se pergunta uma coisa, para que quem responde, responda o que quem pergunta quer ouvir. E isto acontece todos os dias nos média.
Perguntas parvas com respostas parvas. Será que quem responde não tem vontade própria, para responder o que pensa? Parece que vivemos todos num mundo amorfo em que qualquer um percebe tudo, mesmo antes de ser dito.
Outro dos hábitos modernos, é responder em nome dos outros, não no nosso. Pergunta: então você sente-se bem neste País? Resposta: Tu chegas a um País com língua diferente….etc. Então a resposta é em nome do entrevistado ou do entrevistador?
Para além de tudo isto, é usual, que ao sermos atendidos, num qualquer lugar, em vez de senhor ou senhora, sermos chamados por você. Muitas vezes por rapazitos quando se dirigem a pessoas da idade do seu pai ou avô.
Mas, todos estes considerandos hoje em dia são caretices, não é?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mentira

Vivemos numa sociedade de mentira.
Como é possível haver progresso numa sociedade em que as pessoas se enganam propositadamente umas ás outras?
Onde está a honra e a palavra dada?
Mentira onde a classe política e dirigente se comporta desta maneira, dando um exemplo tão degradante.
Digo isto, não porque o não soubesse já, mas porque me foi relembrado, ao ler um artigo da revista Noticias Magazine, numa entrevista à deputada do CDS-PP Assunção Cristas.
Como é possível um deputado não poder aplaudir outro de outro grupo parlamentar, se concordar com o que ele está a dizer?
Então a disciplina partidária, sobrepõe-se à verdade? E a mentira vai ao ponto de na assembleia se zangarem com as apreciações dos outros e depois no bar tomam café juntos e dão-se bem?
Não é que eu ache que as pessoas devam ficar com pedras no sapato, mas muda-se de máscara com tanta facilidade? E por vezes a agressividade é tão grande, que só falta fazer como na Ucrânia ou na Argentina, com agressões à mistura!
Finge-se para enganar o povo e depois tem o descaramento de dizer que fazem tudo isto em nome do Povo.
E a mentira prolonga-se pela sociedade e dirigentes de empresas publicas, levam a mentira tão longo, tal é o caso do Presidente do Conselho de Administração dos CTT, Estanislau Mata da Costa que recebeu, durante cerca de dois anos, dois vencimentos em simultâneo: um pelo cargo nesta empresa, de cerca de 15 mil euros, e outro correspondente às suas anteriores funções na PT, de 23 mil euros. (Noticia do Sol), de 23 Dez. 2010.
Como poderemos sair do buraco em que alguns nos meteram, com comportamentos destes?
Infelizmente os criminosos são condenados a cadeia, para se regenerarem e voltam de lá pior do que entraram. Do mesmo modo pessoas sérias, vão para a política e saem de lá com comportamentos tão pouco recomendáveis, como os que diariamente nos são noticiados.
Faz-me lembrar a conversa de Deus com Abraão, quando Deus se preparava para destruir Sodoma e o não faria se lá existisse pelo menos um justo.
Realmente isto não vai nada bem e não estará aqui culpa nossa também?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Está pior

Quando me lembrei de criar este blogue, estava seriamente aborrecido com as atitudes de muitos condutores que pensam ser donos duma quinta que é esta cidade.
Passado tanto tempo, constato com alguma tristeza que isto vai de mal a pior, visto que agora além de estacionarem carros em cima de passeios, de passadeiras e acesso a propriedades, também já se estaciona em segunda fila em ruas com muito transito tal é o caso da rua da Constituição ou da Boavista, deixando uma nesga para passarem carros de duas filas de trânsito, isto a horas de ponta.
Pior que isto tudo é o ar de importância das pessoas (homens e mulheres) que largam os carros, fazendo parar uma das filas de trânsito e se afastam como se tivessem feito a coisa mais natural deste mundo.
Mas se acham que isto é tudo, enganam-se redondamente, porque afinal vivemos num país sem rei nem roque. Os carros da polícia, pacificamente mudam de faixa de rodagem e os agentes ignoram por completo tais contravenções.
Já percebi que os senhores guardas, estão sempre mais preocupados com pequenas infracções que dão dinheiro e pouco trabalho.
Cada vez mais é evidente que estamos entregues à bicharada.
Como costumo dizer, isto é o primeiro passo para que qualquer dia isto só se resolva com uma ditadura que vem penalizar também que se porta bem. Mas há sempre gente que só sabe viver debaixo da lei do chicote.

sábado, 19 de junho de 2010

FERIADOS

De repente dou comigo com vontade de escrever o que neste momento sinto. Não sei se vai resultar em algo que se perceba mas tem que sair já.
Estou a ler o jornal e vejo que andamos ao sabor das negociatas de blasfemos políticos corruptos que de respeito pelos outros é só conversa e o que pretendem é impingir-nos os seus pensamentos.
O mundo está embebedado pelas teorias comunistas, neo-liberais e de capitalismo selvagem.
“CADA FERIADO CUSTA 37 MILHÕES”.
Como é possível dizer uma barbaridade destas? O repouso das pessoas e o tempo destinado a fins espirituais tem preço?
Ninguém contabiliza os milhões que se deitam ao lixo por excessos de produção e perdas de validade?
Produzir, produzir, para consumir, consumir e produzir mais lixo com os excedentes?
O mundo está louco e os teóricos inventam os princípios para justificar a sua pseudo inteligência.
Vigariza-se a humanidade impondo TEORIAS para nos levar a crer nas patranhas que congeminam.
Se trabalhamos em prol da humanidade ainda bem, mas trabalhar em feriados (que deixam de o ser) para que a rentabilidade de todos se cifre em prémios chorudos de uma minoria. Para além de ser absurdo é DESHUMANO.
Como podem andar a delapidar a nossa inteligência a favor de conceitos estúpidos e mesquinhos de uns quantos que em vez de nos servirem se servem de nós?
Cada vez há mais desigualdade social. Os mais fracos trabalham mais e produzem mais e o resultado é pior. Porquê?
Deixemo-nos de patetices e mandemos esses teóricos de meia tigela trabalhar na estiva. Esses é que precisam de alombar para saberem o que custa.
Se interessa, mandam diminuir o trabalho em nome de pseudo equilíbrios comerciais, se não interessa mandam trabalhar mais para que os seus lucros e prestígios aumentem. TENHAM VERGONHA.
Já agora para nos deixarem em PAZ, SUICIDEM-SE.
Criaram a crise e agora, nós que a paguemos. Claro que alguns foram na conversa e ficaram endividados. Mas será que nos deixamos substituir ao pensamento deles? Se a nossa cabeça anda a mando dos outros, SUICIDEMO-NOS. Porque somos tão bons como eles.
Com tanta riqueza no mundo como se entende que tantos morram de fome? E se em vez de distribuir subsídios que promovem o ócio, se distribuíssem postos de trabalho para que todos, trabalhando menos pudéssemos produzir o mesmo com menos esforço?
Quando será que todos, eles e nós vamos ganhar juizo?